domingo, 9 de janeiro de 2011

Histórias.

Estive pensando que, em alguns domingos, vou postar histórias aqui. A maioria escritas por mim, ou quem sabe até escritas por você. Isso mesmo, você leitor.
Mas hoje não tenho nada pronto, então vai uma história feita por uma amiga minha, Letícia de Abreu, de São Paulo.
Só pra constar que é apenas um "rascunho" da história.

A história a seguir chama-se "Gaiola".



"Prólogo.

Sobre uma mesa velha há uma gaiola, folhada a ouro, que já estava levemente escurecido. Havia duas aberturas na gaiola, porém era impossível passar por ambas sem se cortar,haviam duas navalhas que caiam em metade do espaço das duas pequenas aberturas quando alguém tentava passar por elas.

Sentada no mármore frio e negro estava uma garota pálida, seu longo cabelo era preto esverdeado e a cor de seus olhos era lílas, era impossível negar a beleza dela. Porém, seus belos olhos eram frios e olhavam a gaiola fixamente.

Dentro da gaiola havia um belo passáro branco, manchado pelo próprio sangue. Mesmo com as asas machucadas ele não parava de tentar escapar da gaiola sem acabar perdendo uma de suas asas. Todas as tentativas terminavam em mais machucados.

E tudo isso começou por uma mentira.

Capítulo 1.

A aldeia toda estava naquela comemoração, era aniversário do filho do chefe dela. O rapaz, futuro líder da aldeia, era alto, forte e inteligente, não havia melhor caçador que ele. Sua beleza conquistava a todas da aldeia, mas havia apenas uma que ele realmente amava, por mais que achasse que a relação dos dois se reduzia a puro ódio. Ele se chamava Felipe.

A festa era farta das melhores comidas e músicas, toda a vila estava lá, incluindo a garota que Felipe "odiava", seu nome era Alana. A garota tinha longos cabelos ruivos e olhos claros, era inteligente e sagaz e não tinha a menor intenção de ser submissa a alguém. Por sua vez, ela também jamais adimitiria sentir algo por Felipe, para seu lado racional ele era um idiota, para seu lado emocional ele também era um idiota. Um pequeno fato na relação dos dois é que desde pequenos andam juntos, eram inseparaveis quando crianças, e desde pequenos dizem se odiar, toda a aldeia sabe que no fim os dois se casarão.

Ao sol se por todos da aldeia estavam na festa, o local era no centro da aldeia, já havia comida e bebida lá, músicos tocavam animados com tudo aquilo. Faltava apenas o aniversariante, que estava enrolando propositalmente para fazer algo como uma entreda triunfal. Alana já sabia das intenções do rapaz, devido a toda aquela demora, e isso só a fez lembrar de que achava ele um idiota. Suspirou e caminhou até a casa dele, onde ele insistia em enrolar, ao chegar na casa foi direto para o quarto do rapaz.

- Quando pretende ir para a festa? - Havia aberto a porta do quarto e se apoiado nela, o rapaz a fitou com raiva mas não tardou para que um sorriso sarcastico tomasse sua face.

- Quer tanto assim dançar comigo? - A garota riu, pegou uma fruta de um pote que estava em uma mesa próxima a porta e atirou nele, atingindo-o certeiramente na cabeça. - ... Maldita! - Pegou a primeira coisa que viu para revidar, mas sua mãe surgiu atrás da garota, com todo aquele ar autoritário de mãe que faz qual quer filho ficar com o rabinho entre as pernas.


- Quando vai para a festa, Felipe? - Sorriu para a garota. - Está muito bonita hoje, Alana. - A garota retribuiu o sorriso e o elogio.

Encolhido em sua cadeira e emburrado Felipe fitava Alana com ódio, e ignorando a voz em sua cabeça que concordava com sua mãe sobre a garota estar bonita. O quarto do garoto era como o quarto de todo o garoto, bagunçado e com coisas não identificadas tacadas no canto, o que fazia a mãe suspirar toda a vez que ia para o quarto. Felipe era desmasiadamente bagunceiro, acreditava que não havia nada de errado se ele soubesse onde estava cada coisa, o que de fato ele sabia. Não posso esquecer de comentar que ele era absurdamente teimoso e adorava desafiar alguém e vencer no final, principalmente se isso fosse com Alana. Acho que já pode concluir que enquanto eu falava tudo isso sobre ele, ele havia maquinado um plano para se vingar de Alana.

- Já estou indo, Mama! - Disse sorrindo. - Porque não mostra para nossa querida Alana a torta que você fez? - A mãe sorriu, adorava cozinhar e mostrar aos outros, não tardou a levar Alana de lá.

Quando as duas sairam suspirou e esperou alguns minutos para então sair da casa secretamente sem que alguma das duas visse, esgueirou-se pelos corredores silenciosamente, como já mencionei ele era um ótimo caçador, ouvia a mãe conversar com a garota na cozinha, aproveitou que ambas estavam distraidas e saiu de casa sem ser percebido com sucesso.

Chegando na festa deu ínicio ao seu plano, procurava alguma garota que despertasse ciúme na ruiva, porém, constantemente era interrompido para ser parabenizado pelos moradores da aldeia que o viam.

Ficou quase que uma hora procurando alguma garota mais bela que Alana, sem sucesso. Bufou e sentou em uma rocha longe da festa, perto da floresta. Pássaros cantavam em harmonia e se olhasse bem e de forma silenciosa poderia ver alguns animais como coelhos correndo. Sorriu, aquilo o animava. Deitou na grama e deixou a brisa brincar com seu cabelo, fechou os olhos e não sabia dizer se havia ou não adormecido.

De repente o cantar dos pássaros cessara, o vento se tornara frio e a vida parecia ter sumido do local. Suspirou, imaginava estar em um sonho e então apenas esperaria ele acabar quando acorda-se, mas não foi assim, ouviu um canto, muito belo, sua curiosidade foi mais forte e ele abriu os olhos, no bosque havia uma garota absurdamente bonita. Levantou e foi até ela, sorrindo sem graça, ela o fitou por alguns segundos e depois sorriu para ele.

- Nunca te vi na aldeia... - Disse em uma tentativa de criar um assunto. - Não é daqui? - A garota pareceu surpresa e negou com a cabeça.

- Eu moro um tanto que dentro do bosque... Mas sempre venho para essa vila. - Sorriu, um sorriso fraco, o que preocupou o rapaz.

- Está indo para a festa? - Fitou-a.

- Festa? - Encarou-o confusa. Ele confirmou com a cabeça e apontou para as pessoas e sua algazarra ao longe. - Ah... Não sabia dela... - Ele sorriu tentado confortar a garota.

- Não se preocupe! Venha comigo! - Estendeu a mão e ela acentiu.
"



Exprimam aqui sua humilde opnião sobre esta história. 8D
Não, sério. Digam o que acharam.

... particularmente, a escrita dela me lembra muito o Neil Gaiman.

2 comentários:

LaryCal disse...

Ahh gostei muito, quero saber como eu posso terminar de ler a história.

ReeV. disse...

Que bom que gostou. Ela ainda não terminou o segundo capítulo. Se eu não postar esse domingo, posto no próximo.
:D
obrigada por ler.

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